26.3.11

ciclo


gestei trôpego
e
nasci tropeçado
e
cai alquebrado
num
buracossenfundo
em
Irremediável, presumo
que o
remar o
vent
o temporal
num
segundo
de queda
livre sensacional
em que
às vezes me seguro e
às vezes sem futuro
(parado estaticamente cortado pelo ventescuro)
decido por simples prazer me pend
urrar
e ouvir o eco
ecce
eco
eco
eco
co
co
respirar
co
ngestionar

me

eus de desalento
n’escuro realmente
num entre
(— Entre!)
uma luz
diz
               tante
estanque
com’um sem-brilho

e

um fundo
tão fundo
que o
segundo
não mais paradamente esvaziado
per
corra
o
fim

decido-me por ir ou ficar
(sempre só)
vou ‘té
esp’rar
que o
chão
m’aqueça
e medo assim nunca mais sentiria
mas enfim o Desejo é que restaria
e Eu-saberia, sim saborearia-me-nos-te-lhe
in
pronunciável somente ao que fosse perene
mas o Ensejo do fim acometo
e
des
va
ne
ço
en
fim
ao
sem-fim

3 comentários:

  1. carmosita senna27/03/2011 00:00

    vi a figura borrada,
    agora me falta saber se
    era eu que embaçava...

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  2. quedei sem velocímetro ligado...

    mas esse troço aí além de velho é bem ruim. tá aí pq... pq... pq está.

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  3. carmosita senna27/03/2011 00:14

    tá aí pq está...
    tá aqui agora e vai demorar a passar, entendeu?
    agora me veio uma dúvida, se li ou leu, acho que li, são as bicas de março.

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